segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

impubliable(u) - PARTE IV

mani
        vela
        festa
        pula

ex
     fuma
              ça             va?
                     paira             noir

se
   mente
   me  ar
          há?
                  diz!
                        corda
                             dia
                           
                                                música noir

je t'aime je t'aime je t'aime há! oui je teme...      - moi non plus      - oh, mon amour.


                                                como ela (é) vaga.




Nota de rodapé: acho que ainda dedicarei muitos textos ao Serge Gainsbourg.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

impubliable(u) - PARTE II

ex
    ato
    ata    -   me
                      nte
                 mente

des
     ato
     ata    -    me
                       nte
                   mente
                            s
                              ente    -    se
                                              se
                                qui         se        r
                                qui         ser
                                              ser
                                qui         çá
                                que         sa
                                     r           be     r         ?

impubliable(u) - PARTE I

dá.
pele.

da pele

appele

apele
à pele.

l'amour

la mort
more
door
dor.



me.

mich.
ich
liebe
libre

li
bre u.

breu
eu.

deu.
ah, deu.
deu uns
de uns
ah, deu.
adeus

a Deus.
há Deus (?????)
Deus.
Dieu.
ah, Dieu.
adieu.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vapor.



É como este cigarro em meus dedos.
Se desfaz em cinzas.
Apenas para me tornar dependente.
Apenas para me matar aos poucos.
Apenas para me invadir os pulmões.
Eu me afogo.

Primeira mancha.




Eu me encontro no círculo da sua impressão digital.

Danço neste ciclo.

E me perco, de tonta.

domingo, 23 de junho de 2013

e i s o p t r o f o b i a

O suor debaixo do pano; agora é apenas resto mortal de delírio, eu juro.
Entregariam a Bíblia ou os remédios se eu contasse, então calei.
No fundo eu sei que é preciso se agarrar a algo...
Meus lençóis congelam, meus gestos se perdem e eu não sei mais.
Apenas sei do que me interessa, e que saliva seca e cabelo cai.
E o suor fede debaixo do pano, mas disso ninguém lembra, agora não.
Ela está esperando, com sua lábia toda debaixo da renda.
Mas não é da minha conta, então por que você me conta?
Quem vai tomar conta de um corpo sem controle, sabe?
Um corpo deitado e em queda livre; vi alguém me estender a mão.
A minha própria mão faz esse gesto; porque é essencial, todos dizem.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sobre o resto de nicotina nos seus dedos

mais conhecido como "A Volta de Caio e Clarice".



Caio nos seus sonhos e você que cai de boca, Clarice. Você beija. E na língua caio como as cinzas do seu coração, que já se desmanchou nas mãos de alguém feito um cigarro.



drink to me
drink to my health
you know
I can't drink anymore.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

je t'inventerai des mots insensés que tu comprendras


                                         "C'est la vie", say the old folks, it goes to show you never can tell.

Não sei, a cada passo que dou, a cidade se perde, a cidade me perde. O clima me pede, os sapatos me prendem. A situação me fede, a solidão que me segue. Mas aí... Vestígios de felicidade. Ah, mas ela cede. 
Desmorona em cima de mim, e morro alegre, sorrindo. Como o alcoólatra que se afogou no barril de uísque, ah, vamos morrer de vício.
Vamos morrer todos de sorriso, de egoísmo. De desculpas, sim, desculpas do tipo " Desculpe-me, mas a gente vai ter que brindar agora, porque não se grita la vie en rose sem ter bebido o suficiente para parecer extravasar a fúria, a fúria, ah, a fúria! É preciso segurar em algo, agarra na minha mão agora, agora..." , ah, não, não fazem meu tipo.
Porque se for pra viciar, que seja de verdade. Se for pra delirar, que a causa seja boa. Não, que a causa seja ótima. A melhor! A melhor mesmo; vamos exigir. 
Na caixa preta do meu ser eu sei que toca o Lado B, porque o Lado A é sempre o evidente. B, poucos os que entendem, aturam. Que permito, dou passagem. Que dou a brecha. No fundo, a gente que dá a abertura. E assim fica.
Não se assuste, a música pode parecer triste, mas presta atenção. Como é bonita... 
Não estou dizendo que vamos todos morrer engasgados com a própria saliva, mas isto aqui está simplesmente fantástico! Naturalmente feliz, que maravilha, mais natural que melancolia talvez. Não vamos entrar em pânico, porque já sabemos todos que o avião vai cair logo no início. Mas presta atenção na caixa preta. Veja só, como a coisa se desenrola. Para que brincar de múmia? C'est la vie... Não me deixe agora; falando sozinha. Deixa o mundo se acabar lá fora.
Deixo tudo morrer lá fora e deixo meu corpo se perder naquela desconhecida leveza que Milan Kundera sempre cita... Não sustenta! Mas que o gelo se quebre mesmo, os mímicos que se afoguem. Eu é que me dane, quero mais que me ame. Quero mais é que tudo seja de uma simplicidade absurda, com direito ao gago citado por Binoche dizendo Ma-ma-ma-marie! e essas pérolas. Ah, afogo-me, ah, perco-me. Ah, a alegria!

Ne me quitte pas Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler Je me cacherai là
A te regarder Danser et sourire
Et à t'écouter Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main L'ombre de ton chien


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Aracnídeos


treze de outubro de dois mil e doze



Fale então da tarântula. 
Da viúva negra e dos outros aracnídeos que conhece, que diz conhecer. 
Diga suas farsas verdadeiras quando sei que seu conhecimento se limita a um quadro estreito. 
Sua atenção se limita aos balões de palavras abreviadas, sem nenhuma concordância. 
Acrescente também que o veneno delas expande sua mente. 
Um mundo novo se abre para você mergulhar sem prender a respiração. 
Minta; você quase nos convence.

Dependa do veneno alheio para ser quem é.
Limite-se ao corte da cabelo da moda daqueles que não seguem a moda.
Limite-se às linhas tortas da sua camiseta hit underground.
Envenando seu corpo com a maçã que a serpente ofereceu.
E queimando a Bíblia com fidelidade; porque todo poeta é ateu.
Achando que criticar os vícios é um diferencial.
Minta; você quase se convence.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

l'amour / le mur


Ele descia do muro.
Apenas para me metralhar.
E eu morria.
De olhos abertos.

E ele dizia...
" Querida, você fica linda de batom vermelho."
Engasgo no meu sangue.

Nado no meu assassinato.
Abro os olhos para o meu suicídio.

Amém?




Hey, girl... Don't point your finger at me!
I am only a rat in a maze (like you).
And only the dead go free.

Estátua da Liberdade


Enquanto pintam minha face.
Dão o nó na gravata alheia.
Fim.

Não é da semana.



Where had the feelings gone?
Will I remember the songs?
The show must go on.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Lazy Lights Are Pretty / Ilusão de Ótica

A rua deserta. Madrugada, e apenas seu carro para correr ali. Apenas nossas bocas para dizer alguma coisa, e somente a rádio para nos abrigar. Tínhamos um ao outro, mas não por muito tempo. Era isso. Apenas questão de tempo. Do mesmo jeito que a magia acaba com a música, meu sorriso ficava com você na linha de chegada. Seu sorriso aumentou. E a distância. À distância.