sábado, 11 de agosto de 2012

sobre o gelo fino


Andei rodopiando sem as sapatilhas, para sentir o frio do piso de mármore.
O calor do piso de madeira.
Permito o desequilíbrio na corda bamba; leve na queda.
Caio no abraço de quem estiver por lá - e se eu quiser que esteja por lá.
De quem queira me segurar.
Não me segure agora; quero perder o controle no controle de um abraço.
Do seu abraço.
E que sua jaqueta me cubra; estou com frio e despida.
E que seu beijo me alimente; estou faminta e perdendo peso.
Que meus versos digam tudo; nossos olhos estão muito calados hoje.
Sinceramente, minha boca está seca e preciso de uma dose.
Uma dose daquilo que prova que as bandas de rock falavam a verdade.
Dos dedos que se fundem com o metal das alianças.
Dos corações que batem no mesmo ritmo.